Na segunda ação do projeto Gente é pra brilhar, foi trabalhado o conhecimento sobre a sigla LGBTQIAPN+, voluntários explicaram o significado de cada letra e a importância do respeito à diversidade.

A segunda ação do projeto Gente é pra brilhar aconteceu, no sábado (10), na sede do Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes do Recife, Olinda e Jaboatão (Sindambulante-PE). A iniciativa foi realizada em parceria da Diocese Anglicana do Recife, Mães da Diversidade, Pastoral da Diversidade e Catedral do Bom Samaritano. Os voluntários acolherem as pessoas LGBTQIAPN+ em situação de rua e pediram para elas preencherem uma ficha de cadastro. Os dados foram coletados apenas para facilitar a assistência durante as atividades. Foi um momento de conhecer um pouco de cada pessoa interessada na iniciativa.
A ação também contou com uma oficina ministrada pelo Mães da Diversidade, em parceria com o projeto Gente é para brilhar, para ensinar as pessoas o significado de cada letra da sigla: LGBTQIAPN+. ” O que a gente percebe é que ainda há muita desinformação sobre o que cada letra significa na sigla e de como as pessoas vão se reconhecer em relação a identidade de gênero e orientação sexual”, explicou o coordenador do projeto Gente é para brilhar e Reverendo da Catedral Anglicana do Bom Samaritano, Esdras Peixoto.
As pessoas tiveram a oportunidade de entender um pouco mais sobre as lésbicas, os gays, os bissexuais, transgêneros, queer, intersexual, assexualidade, pansexualidade e não-binários. “O objetivo foi de ensinar as pessoas um pouco sobre cada letra que envolve a questão da sexualidade e da identidade de gênero para que eles conseguissem se identificar e se compreender e, partir disso, desenvolver o respeito na compreensão da diversidade”, comentou Marília Albuquerque, membro da coordenação do colegiado do Mães da Resistência em Pernambuco.

Também durante a ação, o curta-metragem Frutinha foi exibido. O filme conta a história de dois meninos, de 11 anos de idade, que se apaixonam, mas precisam enfrentar os preconceitos para viverem o amor. ” O objetivo era passar a mensagem para que as famílias acolham seus filhos, para que não sofram violência nas ruas com a discriminação”, disse Margarete Luz, membro da coordenação do colegiado do Mães da Resistência em Pernambuco.
Quando o curta-metragem foi exibido, ele gerou reflexão nas pessoas que assistiram. Muitos se reconheceram no filme e se emocionaram com a história, pois alguns adultos tratam com discriminação crianças LGBTQIAPN+. ” Muitas vezes, a criança não tem nem noção de que é LGBT, mas o adulto já diz: Esse menino está desmunhecando. Essa menina é masculinizada. A gente descobre ser LGBT pelos adultos, da forma errada. O que a gente precisa ter é um olhar zeloso, cuidadoso. o importante é olhar com amor para essa criança”, explicou a Militante do Mães da Diversidade, Sidrônia da Silva.
Depois da exibição do filme, as pessoas foram até a Casa do Pão onde uma equipe de voluntários preparou um almoço que foi servido para todos. Esse foi um momento de refeição e partilha entre os que participaram do segundo dia de ação do Gente é pra brilhar.




